Setembro 2010
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a mentora

As mentoras são mulheres voluntárias que possuem experiência na vida pública e política - Assembleia da República, Parlamento Europeu, associações, partidos, sindicatos, serviços administrativos e organizações não governamentais (ONGs) - e que aceitam investir tempo na transmissão dos seus saberes e experiência a jovens mulheres.

As mentoras deverão ser facilitadoras, conselheiras e fontes de informação. Deverão ainda ser sensíveis às questões da igualdade de género e aceitar a filosofia do Projecto e da RPJIOMH.

As mentoras deverão ser empáticas, flexíveis e abertas. Deverão estar atentas às problemáticas associadas à faixa etária das jovens do projecto, possuir maturidade para aceitar a diversidade de pontos de vista e para estabelecer uma relação baseada na responsabilidade e respeito mútuo mesmo quando não concordem com as escolhas das jovens Mentoradas.

O que espera a RPJIOMH da participação da Mentora no projecto?

  • Investimento de tempo

Para além das acções referidas no capítulo relativo às mentoradas (encontros com a periodicidade de 4 a 6 semanas, contactos telefónicos e por e-mail, participação nos seminários inaugural e final, acerca das questões de género), a mentora deverá procurar criar oportunidades para que a mentorada possa ficar com uma ideia da sua vida diária (ex.: levar a mentorada a assistir a uma sessão da Assembleia da República ou a uma reunião da ONG). As mentoras deverão ainda estar disponíveis para participar em sessões públicas de esclarecimento ou divulgação do projecto.

  • Transmitir a sua experiência e permitir o acesso aos bastidores

A mentora transmite a sua experiência à mentorada permitindo-lhe aperceber-se do seu trabalho, assim como do seu percurso pessoal e profissional. Pretende-se que a mentorada adquira uma perspectiva realista da vida da mentora de forma a poder efectuar opções conscientes e informadas.

  • Partilhar as suas redes com a Mentorada

A mentora prepara o terreno para a mentorada estabelecendo contactos. Poderá apresentar a mentorada a pessoas que partilham os seus interesses e encorajá-la a utilizar estas novas relações. Se a mentora não reunir condições para ajudar a mentorada no seu percurso poderá facilitar os contactos com as pessoas apropriadas.

  • Aconselhar e encorajar

A mentora é a treinadora pessoal da mentorada, guiando-a no seu envolvimento público. Para o fazer tem que conhecer as necessidades, expectativas e interesses da jovem com quem trabalha. Deverá estar ao seu lado para resolver problemas e conflitos e para tomar decisões difíceis. Deverá ajudar a jovem a ver oportunidades e soluções nos problemas, equilibrando uma visão realista do problema com o optimismo necessário à sua resolução.

  • Transmitir noções e dar conselhos práticos

A mentora guia a mentorada no processo de aproximação aos temas e noções de ordem política e ajuda-a através de conselhos práticos (ex.: como elaborar um comunicado de imprensa, como efectuar um processo de candidatura importante, como escrever uma carta a um membro do Governo, como preparar uma reunião com uma instituição pública, etc…). A mentora deverá transmitir os conhecimentos e a confiança em si própria para que a mentorada consiga atingir os seus objectivos.

  • Respeito pelo desenvolvimento pessoal da mentorada

A mentora ajuda a identificar os aspectos positivos e menos positivos e encoraja-a a utilizar as suas competências e a desenvolver-se. Trabalhar com a mentorada na prossecução de objectivos que ela estabeleceu para o ano de mentoria, apoiando-a na construção do seu projecto de vida.

  • Disponibilidade para esclarecimentos

Durante a participação no projecto, a mentora compromete-se a prestar esclarecimentos acerca da sua experiência às/aos responsáveis pelo projecto, aos seus pares e, se necessário, aos média. Deverá ainda estar disponível para colaborar no processo de avaliação do projecto através da resposta a questionários.

O que é que o ano de mentoria poderá trazer à Mentora?

- Beneficiar dos conhecimentos e da experiência da mentorada.

- Receber novos inputs para o seu próprio trabalho.

- Enriquecer-se pelo questionamento das suas próprias competências e métodos de trabalho.

- Enriquecer-se pelo questionamento das próprias competências sociais e possibilidade de desenvolvimento posterior.

- Alargar a sua rede de relações.

Organização da relação a duas

A relação de uma-para-uma é fundamental para a mentoria. A existência de encontros presenciais com a mentora revela-se mais proveitosa para a mentorada, pelo que se considera fundamental a realização de 8 a 12 encontros entre mentora e mentorada.

Estes encontros deverão distanciar-se uns dos outros entre 4-6 semanas. A forma como os encontros se desenrolam depende dos pares, mas com a orientação e acompanhamento regular da equipa do projecto.

É ainda possível e recomendável que os pares se correspondam via e-mail ou realizem contactos telefónicos.

Mentoras e Mentoradas deverão ainda participar em encontros, seminários ou actividades dinamizadas pelo projecto ou outras instituições no caso das últimas.

Podemos referir que a mentoria poderá revestir-se de diferentes formas, todavia, a existência de contactos regulares é fulcral para a obtenção de bons resultados.

Quem são as mentoras nesta segunda edição do projecto?

dMpM2 Porto

Ana Maria Braga da Cruz

Ana Paula Canotilho

Ana Sofia Fernandes

Ana Vicente

Diana Andringa

Edite Estrela

Ilda Figueiredo

Isabel Romão

Luísa Salgueiro

Margarida Marcelino Marques

Manuela Aguiar

Sofia Branco

Teresa Caeiro

Teresa Toldy

dMpM2 Lisboa

Albertina Jordão

Ana Coucello

Ana Gomes

Catarina Marcelino

Dalila Araújo

Eduarda Ferreira

Elisabete Brasil

Helena Pinto

Margarida Medina Martins

Maria Belo

Maria de Belém

Maria do Céu Cunha Rêgo

Teresa Correia de Lacerda

Teresa Oleiro