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a imagem do dMpM2

Uma imagem do dMpm2: cartaz do seminário TAKE 2: Igualdade, Paridade, Acção!

Uma imagem do dMpm2 - cartaz do seminário «TAKE 2: Igualdade, Paridade, Acção!»

O conceito por detrás da imagem do dMpM - 2ª Edição

Nesta segunda edição do De Mulher para Mulher (dMpM2) procurou-se criar uma imagem que, para além de coerente e adequada às principais ideias orientadoras do projecto, exprimisse os princípios centrais em que assenta a actuação/intervenção da REDE.

Pedimos a uma das mentoradas da 1ª edição, Fernanda Torre, que criasse uma linha gráfica dentro destes princípios; o resultado, que podem ver neste blogue e noutros materiais de divulgação do dMpM2, assenta num conceito que podemos designar como low resolution gender, ou género com baixa resolução; com efeito, a utilização de imagens “pixeladas” - além de ser uma alusão às novas tecnologias, componente essencial do funcionamento da REDE e deste projecto - pretende denotar a luta pela visibilidade das mulheres; não obstante os muitos progressos já registados neste caminho, as mulheres encontram-se ainda frequentemente, mesmo nas sociedades Ocidentais (berço do movimento feminista moderno), relegadas para planos secundários, menos visíveis, com menor “resolução”.

O “pixelado” das imagens representa portanto, por um lado, as lutas passadas pela visibilidade - isto é, pelo pleno reconhecimento da participação das mulheres na sociedade - e, por outro, todo o caminho que há ainda a percorrer para que esta visibilidade plena seja uma realidade.

No que às lutas passadas respeita, importa ainda notar que, como terão notado, as imagens usadas na linha gráfica do dMpM2 são fotografias de Sufragistas; pretendeu-se, com estas imagens, honrar e homenagear a luta de mulheres que se insurgiram contra a falta de visibilidade e protagonismo das mulheres, contra a sua ausência na História. A dignificação destas mulheres pretende também apontar para a necessidade e para a importância de se criarem laços de solidariedade e de transmissão de sinergias entre gerações de mulheres, um dos objectivos fundamentais do dMpM2. As sufragistas surgem assim como nossas mentoras, como mulheres que nos legaram os frutos da sua luta, para que, agora, gerações mais novas e mais empoderadas de mulheres possam continuar este caminho de transformação para uma sociedade onde a igualdade de género se torne uma realidade.

No caso concreto do dMpM2, interessa-nos ainda sublinhar o longo caminho que as jovens mulheres têm ainda a percorrer para poderem participar de forma mais activa, representadas em muito maior número e em lugares de tomada de decisão, nas organizações juvenis, nas organizações da sociedade civil e na política em geral. Só assim as jovens mulheres poderão imprimir na nossa sociedade a sua sensibilidade particular, a sua visão do mundo e serem verdadeiras agentes de mudança social, cidadãs de pleno direito.

Por fim, a utilização de uma cor (o cor-de-rosa) tradicionalmente associada a uma visão estereotipada dos papéis sociais de género é uma alusão provocatória a esta mesma visão e ao facto de que ser feminista significa exactamente questionar o culturalmente definido como “feminina”, nomeadamente através da crítica de papéis sociais definidos por via de mecanismos de socialização (nomeadamente patriarcais) mais ou menos subtis. O cor-de-rosa, símbolo de uma visão essencialista e rígida das relações de género, surge assim na imagem do nosso projecto associado a um desejo de que esta e outras cores passem a ser de tod@s, dissociadas de estereótipos e usadas em resultado de escolhas livres e não de imposições ou condicionamentos, tal como gostaríamos que sucedesse com os papéis sociais de mulheres e homens na nossa sociedade.