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624 é o número de pessoas que participaram activamente na actividade “Já pensou no que fazer hoje?”. As opiniões dividiram-se entre as opções disponíveis: “Mudar” (120) | “Reflectir” (115) | “Agir” (389). Estes números levam-nos a crer que as cidadãs e os cidadãos compreendem a premência e a necessidade de produzir “acção” para termos uma atitude/comportamento proactivo no que concerne às questões da igualdade de género.

As Mulheres e os Homens, de todas as faixas etárias, foram abordadas/os durante a acção, entre 12h00 e as 15h00 e as 17h00 e as 19h30, na Rua de Santa Catarina (Porto), de forma a potenciar uma sensibilização através de uma conversa informal onde se tentou esclarecer a importância e o significado da comemoração do Dia Internacional das Mulheres.
A actividade desenvolvida permitiu um maior envolvimento das cidadãs e dos cidadãos, mostrando-se disponíveis para conversar, discutir opiniões e obter mais informações sobre o dia e as desigualdades às quais as mulheres ainda estão expostas.

Estas iniciativas de contacto directo com a população são fulcrais, uma vez que nos permitem abranger pessoas dos mais variados contextos e idades.
A dinamizar esta acção estiveram as mentoradas do projecto Ana Carla Amorim, Catarina Mendes, Joana Soares, Joana Topa, Márcia Bartolo, Margarida Bessa, Mariana Moutinho, Marisa Macedo, Núria Rodrigues, Renata Coelho e Rita Machado, juntamente com a Equipa Técnica do projecto.

Os media marcaram também a sua presença:

Jornalismo Porto Net
Porto Canal (8 de Março, entre as 19h30 e as 20h45, na rubrica “Porto Alive!”)
Para consulta da versão sucinta do flyer “100 Desigualdades” clique aqui | versão integral do flyer aqui

Jovens saem à rua em Lisboa no 8 de Março para celebrar conquistas e assinalar as desigualdades que ainda nos afectam: violência no namoro, saúde sexual e reprodutiva, acesso ao primeiro emprego, desigualdade salarial, participação cívica e política.
Das 8h00 às 10h00, entre o Largo do Camões e a Baixa Lisboeta, jovens do projecto dMpM2 – De Mulher para Mulher - um projecto de empowerment para a participação cívica e política de jovens mulheres em Portugal - vão distribuir um jornal de sua autoria (clique aqui para download do jornal), crachás alusivos ao Dia Internacional das Mulheres e mobilizar a população em geral para a Igualdade, Paridade e Acção!
Das 10h30 às 13h00h, em frente à Esplanada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, no Campo Pequeno, haverá uma outra acção visando a mobilização e envolvimento das e dos estudantes nas questões da Igualdade.
Iniciativa promovida pela Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens em parceria com a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa e com a colaboração de Anália Torres, Presidente da Associação Europeia de Sociologia e João Esteves, autor da obra Mulheres e Republicanismo, no âmbito do jornal.
Mais informações:
Danielle Capella e Silvia Vermelho (917818727)
 Dia Internacional das Mulheres (Porto)
Comemoram-se em 2010 os 100 anos da proclamação do Dia Internacional das Mulheres. A REDE Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, no âmbito da segunda edição do projecto ”de Mulher para Mulher” (dMpM2) irá promover uma acção de rua, na cidade do Porto, na Rua de Santa Catarina, no próximo dia 8 de Março (entre as 12h00 e as 15h00 e as 17h00 e 19h30), com vista a dar visibilidade a este dia.
A acção de rua, dinamizada pelas jovens participantes do projecto (mentoradas), designar-se-á “100 Desigualdades”, tendo como objectivos promover a reflexão e sensibilizar cidadãs e cidadãos relativamente ao dia em questão, bem como para algumas das desigualdades, discriminações múltiplas e estereótipos associados às mulheres. Neste sentido, a acção de rua será, assim, dirigida a Mulheres e Homens de todas as faixas etárias que desejem participar.
Sabias que enquanto, em média, 1 em cada 8 homens pode aspirar vir a ocupar um cargo de chefia, só 1 em cada 40 mulheres pode ter a mesma expectativa? E que, em média, uma jovem licenciada à procura do primeiro emprego leva o dobro do tempo a alcançá-lo do que um rapaz? Sabias ainda que apesar do aumento do número de mulheres na política, apenas em 2045 os sistemas políticos deverão atingir a paridade?
O Dia Internacional das Mulheres celebra as conquistas do passado, do presente e do futuro das mulheres ao nível económico, político e social. A perpetuação de desigualdades relativamente às Mulheres em todo o Mundo torna a realização desta e doutras iniciativas essenciais para a promoção da igualdade entre mulheres e homens. Neste ano, o tema proposto pelas Nações Unidas para este dia é “Direitos Iguais, Oportunidades Iguais: Progresso para Todas/os” (Equal Rights, Equal Opportunities: Progress for All).
PARTICIPA!

No passado dia 08 de Fevereiro, algumas mentoradas e a equipa do dMpM2 Lisboa, estiveram presentes no Seminário Internacional “Pelo Fim da Mutilação Genital Feminina (MGF)” que teve lugar no Sana Reno Hotel, em Lisboa.
Estiveram presentes várias figuras públicas de renome, deputadas e deputados, representantes de várias ONG´s Nacionais e Internacionais, entre outros, que juntas/os se reuniram para assinalar o dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (6 de Fevereiro).
O Seminário começou com uma sessão de abertura, seguida do primeiro painel onde foi abordada a questão da MGF de um ponto de vista dos Direitos Humanos. No segundo painel abordou-se a questão da MGF de um ponto de vista da Cooperação Internacional. Nesses dois painéis focalizou-se a importância da Sensibilização/Acção junto das comunidades Africanas, uma vez que, embora o tema já tenha sido amplamente debatido entre os membros de tomada de decisão e as ONG´s, continua no entanto a ser um tema “tabu” entre as comunidades Africanas no mundo.
O terceiro painel, entitulado “Vozes e Rostos da MGF” foi o momento “alto” do Seminário. Assistiu-se ao testemunho de Ifrah Ahmed Salim (Jovem somali, imigrante na Irlanda e strong voice da Campanha Europeia) e Fatumata Djau Baldé (Presidente do Comité Nacional para a Erradicação das Práticas Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança na Guiné-Bissau), duas mulheres africanas, vítimas da MGF. Eu, assim como toda a audiência, não deixámos de manifestar a nossa indignação com os testemunhos destas duas mulheres que, contra a própria cultura, decidiram partilhar as suas histórias de vida, para demonstrar que a MGF é, sem dúvida, uma violação dos direitos humanos que necessita de ser abolida.
Palavras proferiadas por Fatumata e Ifrah, de apenas 21 anos, ainda soam nos meus ouvidos e até fazem “feridas” na minha própria pele!
Fatumata relatava, entre lágrimas, uma situação em que a rapariga “imediatamente à seguir à 3ª excisão tinha de ter relações sexuais como o seu recém-marido”.
Ifrah, por outro lado soluçava, ao mesmo tempo que demonstrava com um lenço preto que trouxe com ela que “atava as pernas com um lenço para que a ferida se cicatrizasse, porque, caso contrário, teria de voltar ali quinze dias depois para uma 3ª excisão”.
Que crueldade! Como é que se pode deixar uma realidade como esta passar em branco? Como é que essas pessoas continuam a praticar este acto em todo o mundo sem que as pessoas responsáveis sejam punidas? Nunca mais voltarei a ser a mesma pessoa. Nunca mais olharei com indiferença para uma realidade que sempre pensei que fosse apenas dos meus conterrâneos Africanos.
Hoje, mais do que nunca, estou disposta a assumir uma posição radical contra a MGF e a lutar pela sua erradicação!
E assim como Fatumata referiu na comunicação dela, “nós não podemos falar da MGF sem chamar as/os praticantes deste acto”. Não se pode reunir para falar de um assunto que afecta vários países Africanos, quando apenas 1% da audiência, na realidade, era Africana.
Essas e esses praticantes, não sabem da gravidade da situação, assim como eu também não sabia. Essas/es praticantes cometem este crime em nome da cultura, contra os próprios familiares, sem saberem que são criminosas/os!
Acredito que este é o público que precisa da nossa ajuda. Este é o público que necessita de sensibilização, pois só assim poderemos agir.
O seminário terminou com o lançamento do Manual de Apoio a Profissionais de Saúde, seguido do discurso de encerramento proferido pela Secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais.
texto escrito por,
Evódia Gomes da Graça, Mentorada dMpM2-Lisboa
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Foi sobre estes estes temas que incidiu o III Encontro do Programa de Desenvolvimento de Competências do dMpM2, que decorreu no espaço do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no Picoas Plaza, em Lisboa.
Foram dois dias de intensas actividades. No Sábado, trabalharam-se as questões relacionadas com a gestão de projectos de intervenção social, focalizando a integração da dimensão de género ( mainstreaming de género) e a estratégia de projectos de acção positiva. No Domingo, debateu-se a (des)igualdade de género na óptica dos rapazes, seguindo-se-lhe uma reflexão conjunta sobre as diversas formas de activismo, bem como sobre o Dia Internacional das Mulheres, a comemorar no próximo dia 8 de Março.
Aqui ficam algumas fotografias de mais um animado fim-de-semana rumo ao empoderamento!
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No dia 18 de Janeiro de 2010, pelas 17h, iniciou-se, nas instalações da Fundação Gulbenkian em Lisboa, o ciclo de debates “Cuidar a Democracia, Cuidar o Futuro”, organizado pela Fundação Cuidar o Futuro.
A Sessão de abertura contou com a presença do Ministro da Justiça, Alberto Martins, Guilherme de Oliveira Martins do Centro Nacional de Cultura, Patrícia Gouveia da Fundação Calouste Gulbenkian, e Fátima Grácio e Maria José Nogueira Pinto da Fundação Cuidar o Futuro.
O debate que se lhe seguiu, contou com a presença de Fernando Nobre (Assistência Médica Internacional), Pedro Magalhães (Instituto de Ciências Sociais), Ana Sofia Fernandes (Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres) e José Manuel Pureza (Universidade de Coimbra).
Foram debatidos temas como a importância da democracia participativa com vista a uma cidadania global solidária, a dicotomia direitos/deveres e a importância de construir uma democracia verdadeiramente paritária, onde todas e todos possam participar de igual forma.
Em mente, durante todo o debate, esteve o pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo, cujo octogésimo aniversário de nascimento se celebrou nesse dia.

Nas vésperas do 80º aniversário do nascimento de Maria de Lourdes Pintasilgo (no próximo dia 18 de Janeiro), o documentário sobre a vida de Maria de Lourdes Pintasilgo, realizado por Graça Castanheira, teve a sua ante-estreia no dia 13 de Janeiro às 21h, na Fundação Gulbenkian.
O dMpM2-Lisboa marcou presença no evento, reconhecendo a pertinência do mesmo como uma actividade complementar ao projecto. Nas palavras da mentorada Ana Velez, “o que mais gostei foi a mensagem que o documentário transmite, principalmente a nós, mentoradas, pois serve de impulsionador para o futuro”.
Começam-se a dar os primeiros passos na concepção dos projectos de intervenção a desenvolver pelas jovens mentoradas.
Os projectos de intervenção pretendem não apenas fomentar as competências pessoais das jovens como também produzir ACÇÃO, de forma a que o projecto tenha um impacto concreto e dinâmico na sociedade, com efeitos multiplicadores.
Estes projectos, que serão desenvolvidos em grupos, apresentarão a particularidade de sensibilizar e envolver os rapazes e os homens nas questões da igualdade.
No passado dia 10 de Dezembro, a REDE, no âmbito do projecto dMpM2, esteve presente em duas escolas do distrito do Porto (Escola Secundária Inês de Castro - V.N.Gaia e Escola Secundária de Ermesinde), para participar nas Comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos.
As sessões dinamizadas, em duas turmas (7º ano e 11º ano), com recurso a metodologia de educação não formal, permitiram abordar questões prementes relacionadas com os direitos humanos das mulheres e a igualdade e entusiasmar as/os jovens alunas/os para estas temáticas.
A equipa “de Mulher para Mulher” contou com a colaboração activa e entusiasta das jovens mentoradas do projecto do Porto (Ana Rita Machado, Catarina Mendes, Márcia Bartolo, Mariana Moutinho, Marisa Macedo, Núria Rodrigues) na preparação e realização desta actividade.
Deste modo, as/os jovens alunas/os percorreram os primeiros passos no “Caminho para a Igualdade”.
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